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Domingo, 22 de Março de 2009

 

 MORTE DOS DINOSSAUROS


Grandes dinossauros 

Nos seus dias Poderosos 

Entre os animais 

Governavam com suas forças 

Cabeças dos sauros 

Estão mortos!!! 

Abaixo de nossa terra ...seus ossos... 

Mentes que já não pensam 

Nem sonham conquistas 

Esgotados de todo vigor 

Seus restos expostos 

Nos museus de cultura 

Para que os jovens lembrem 

No Brasil existiu dinos!!! 

Passado é o tempo deles 

Fósseis espalhados por ai 

Esmagavam pequenos bichos 

Devoravam carnes 

Uns aos outros 

Oh, pobres dinossauros!!! 

Nunca se imaginaram mortos!? 

E agora? Onças pardos elefantes zombam deles! 

Pisam nos seus restos 

Que não reagem mais... 

E eu? Sou mais um gato! 

Pelo menos mia!!! 

Os dinossauros não vivem, não berram, não falam... 

Estão todos mortos! 

Enterrados debaixo das cidades 

Fantasias que muitos colecionam 

Brinquedinhos da imaginação 

Monstrinhos mortos! Mortos! Claro! 

Eles foram, não voltam... 

São só lembranças! Lembranças! 

Nos livros, nas bibliotecas das escolas... 

Suas ações, manifestações e poder, 

Nos discursos nas universidades 

O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles 

Era uma vez os... 

Despachantes das velhas rimas

 

 

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Poesia para psiu poético 2005.
 

 

O AMOR É A VERDADE

 


As coisas existem 

São apenas meios 

As pessoas existem 

São fins em si mesmos 

E louvam as coisas como se fossem fins 

E lançam as pessoas como se fossem meios 

Como tu desprezas alguém?! 

Por que existe posição? 

Por quem criaram exaltação? 

Não é por causa do indivíduo? 

Como os bens valem para ti mais do que eles? 

As coisas sejam usadas! As pessoas amadas! 

Nossa geração objeto 

Quem constrói não tem valor 

O que é construído o sacrifica na cruz 

Por razão da ignorância do desumano 

Chegou minha resposta para o crime  e a toda estupidez humana: 

Supervalorização do objeto! 

Quão irracionais, consumamos os valores medíocres do materialismo 

Que escraviza os escravos do “senhor LUCRO desumano” 

Necessário se faz o valor absoluto... 

Ou humanos meios, meio humanos com equação % + = $$$$++++++= Lucro  

Águas que deságuam e descem águas abaixo e retornam águas 

As leis que não são nada! 

Se não existe uma CAUSA pela qual foram estabelecidas, 

São apenas leis de repressão para oprimidos 

Se o objetivo não for a liberdade da CAUSA, 

Não podem funcionar mal com bons resultados em prol dessa CAUSA 

E serem aceitas como cumpridoras do dever 

Que funcionem bem, Para que se aprimorem NESSA CAUSA 

Segue-se a lei da CAUSA por CAUSA das leis criadas pela CAUSA

 Não a CAUSA ao dever, mas, o dever a CAUSA 

É só a CAUSA que é verdade 

Deus é AMOR... 


Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

 

 

PROSTITUTA INTERNACIONAL


Porção que foi embora 

Resta-nos a pobreza 

Misérias de um povo 

Lutadores, amedrontados por nada, 

Conquistas dessa gente 

Escravos, independentes 

Com jeito atraente... 

“Sangue de todo mundo” 

Nada mais é nosso!!! 

Herança de índios mortos vendidos 

Nenhum lugar, nenhuma esperança... 

As mãos do Divino 

Traçam linhas de amor 

No seu seio, confiança!!! 

Liberdade sem vida 

Campos desérticos sem flores 

Só pode ser ... ...amada que não é mais minha!!! 

Oh! Salve! Salve Deus! Jesus!?! 

Cruzeiro que não resplandece 

Sapos mortos nos bosques 

Os raios fúlgidos castigam nordestinos 

Perdemos com braços fortes 

No peito de muitos desesperos e horrores 

Angústias opressoras, 

menos amores.  

Desafios da morte, 

Amanhã cantará o grilo,  

Joãozinho de barro  

Vestirá camisa amarela 

Tudo que resta, 

Perguntarão esse: Amas tu?! Tua amada!? 

Não! Não! Não! De jeito nenhum! 

Amava-a muito! 

Quando era só minha!... 

Hoje não! Tornou-se prostituta internacional 

Mesmo assim?! Um gritoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Brasillllsillllsillllsillll!???! 

Independência ou vida! 

Morte apenas quando as cabeças 

Invejarem o branco algodão.

 


Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

 

O ANTI-CRISTO

Disseram-me que 

O anticristo falou 

Estabeleça-se entre anarquistas e cristãos 

Que perfeita equação? 

Qual a finalidade e instinto 

Que gera destruição? ...formação intelectual Hitler! 

Que vergonhoso teste de “construção” 

Seis milhões de inocentes mortos 

Olhando livremente a liberdade 

A convicção em si mesmo, o prendeu mortalmente 

Os grandes espíritos céticos 

Gozando a liberdade na prisão 

Presos no seu intelecto a seu serviço 

Máquinas assassinas do inferno 

Criam humanas convicções mutatórias 

Que morrem nas fraquezas da limitação... 

“ a crença em si mesmo, em si mesma uma expressão, doente de privação de si!?!” 

Qual o ponto que está o crente em si??? 

O forte em si mesmo 

Condicionado a escravidão de si?

E o que diz o crente em Deus? 

O fraco, Eu sou forte naquele que me fortalece 

Para surdos, ver gestos, significa mais que ouvir razões... 

Quem está dentro de mim, 

Também se manifestou lá fora!!! 

 

 

 

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros,2002.

AMOR: POESIA

 

É belo,

Quando é verdadeiro. 

Quando é sincero, 

É eterno.

 

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros. 2005

MENTES ETERNAS

 

 

Aqueles séculos depois 

Futuro que nos vem 

É tudo que tenho medo! 

Não da morte! 

Para mim é lucro 

Meu receio é que 

Não existam mais poetas como eu 

Tenho Dó daqueles poetas contemporâneos 

Criadores dessa burrice sem sentido! 

Que são chamados poetas... 

Só chamados de poetas... 

E dos que foram poetas... 

Quem saberá amanhã? 

Que existiu um riozinho por aqui?! Sim! 

O que dirá a geografia? 

Jamais que tinha pedras coloridas, 

Lambaris com o redondo pacu, 

Cachoeira com águas cristalinas, 

Onde tomavam banho as meninas 

E os meninos ficavam olhando atrás da pedra, 

Que já virou quebra cabeça de construção 

Também tinha uma árvore grande 

Que ficou negra em um forno 

Nela cantava o pássaro-preto 

Que morreu em uma gaiola já enferrujada 

Naquela casa onde as velhinhas ficavam na janela 

Em meu tempo, eram minhas colegas de escola 

E o doido da pracinha corria atrás delas, jogando pedras 

Até perto do campinho onde jogávamos bola 

Com um que agora joga no time profissional 

Oh, meu Cristo Deus! 

E os rapazes trocavam um beijo por uma bala icekiss, 

Só para ter uma mancha de batom! 

Aquilo que parece não ter sentido, tem! 

As coisas mudam com as mentes dos homens 

Na do poeta elas são eternas...  

 

 

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003


AMIGO AJADJA

 

 

Bem, Ajadja!! 

Não Serei irônico 

Sim! Sempre verdadeiro

E aquelas perguntas? 

Ninguém me respondeu verdades!!. 

Continuam nos meios! 

Então porque sou homem? 

E tanta repressão a energia casual? 

O que é essa moral? 

Antichirst matou Deus? 

E agora, Ajadja? 

Vão salvar o entulho de átomos sentimentais? 

Esses argumentos deles!!. 

Oh! Não são vícios graves? 

Não são  fraudosos? 

Mentiras traiçoeiras em nome da verdade! 

Como colocar em ordem

O que por natureza é uma desordem,  

Se não existe arquiteto universal? 

Como dizem  uns de vós! 

O que é honesto no seu sim e não? 

O que é certo  ou errado? 

Qual o padrão moral estabelecido? 

Não sou aberração do acaso?

Quem é Nietzsche, Marx, Darwin e Platão? 

Que é  arte e filosofia? 

Quais as combinações químicas pensantes

Que, com um golpe de misericórdia, 

Mataram o velho Deus? 

Uma explosão atômica de pensamentos? 

Onde está o atestado? 

Como matar o que não existe? 

Onde o enterraram? 

Ah! No fundo da prefeitura? 

O que me faz crer, 

Esse bolo químico atômico 

Matou a pessoa enganada! 

Eu desfilei com Deus ontem!!! 

Conversei com ele!!! 

É ilegal condenar quem não existe, 

Se tem dúvida, 

Que está vivo ou não, um erro maior!!! 

Incoerência racional 

Onde está o réu? 

Não se toca, em coisa que não se explica! 

De onde vieram os gases  

Hidrogênio e hélio? 

O que me diz da energia? 

Apareceram por aí? 

E antes deles? 

Eu sou primeiro! 

"Só sei que algo é." 

E o que vai além da experiência? 

O eterno! 

Imóvel! 

Imutável! 

Será explicado no tempo móvel das ciências das coisas em movimento? 

“Deus e somente Deus é a verdade!” 

Ah! Tu és voz muda 

Do mundo dos fenômenos 

Tudo é acidental? 

“Não há algo como ser homem e ser animal? 

O que um ser não pode ser?” Contradição! 

A grande questão é, Ajadja! 

Homem não é homem? 

A razão é vive-se por toda eternidade! 

Ou nunca seria eterno
Cristo o mistério desvendado 

Que nos une! Bom e bom! 

Verdadeiramente estávamos separados 

Essência e existência, ser de Deus!... 

Ser criado, homem!!! 

Essência e existência separados 

Todos pecaram; os seres criados, 

E separados estão da essência Deus! 

Unidos em Cristo.

 

 

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002

SONHO E ETERNO

Que sonho sonhei 

Construindo um barquinho 

Lance-o no mar 

Com uma formiguinha 

Eu disse: Procure suas amiguinhas! 

Que pesadelo! que tragédia! 

Toda terra virou mar!!! 

No sonho! No sonho! 

O barquinho flutuava!flutuava! 

Dias, anos, eras e séculos e nada achava  

Girando toda terra 

A formiguinha não morria 

No sonho! No sonho eu sorria! 

Ela estava segura!.. 

Dentro de mim! 

Navegava sobre o mar! 

Seu destino eterno 

Dentro de mim, nunca terá fim! 

Tu estás dentro de mim! 

Formiguinha! Navegando! Navegando!

Não pode fugir! 

Procurando as amiguinhas 

Enquanto eu vou sonhando 

Quando eu me levantar 

Pegarei seu barquinho em minhas mãos 

Tu estarás viva! 

Olhando para mim! 

Exclamará: Puxa vida! 

Agora vejo que estava perdida! 

Só assim reconhecerá 

Que esteve dias e noites, 

Perdida dentro de mim! Elohim...

 

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.



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