O governo da Palavra da Vida é uma forma de organização composta pelos cinco ministérios, ou seja, uma assembléia de líderes com experiência no ministério. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias centralizadas em bispos e pastores individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada aos movimentos da Reforma Protestante. O Nosso governo é estabelecido por líderes experimentados no ministério. Eles que tomam as decisões em relação a obra de Deus. Essa direção da igreja se assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento: bispos ou pastores, evangelistas, mestres, profetas e missionários "enviados" como indicado pela palavra grega πστολος (apóstolos) são os cargos mais elevados da Igreja.
A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao bispo e pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
A administração da ordenação e legislação está a cargo da assembleia, entre os quais os ministros ( missionários, pastores, evangelistas, mestres e profetas) são participantes de igual importância. Estas assembleias são chamadas concílios.
Todas as pessoas são sacerdócios, preocupados com a sua própria salvação, em nome dos quais o governo da igreja é chamado para servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).
Desta forma, o papel governamental dos concílios é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos membros da igreja, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que pastores detém um poder concentrado. Cada Igreja local tem o seu concílio. Os concílos das Igrejas de uma determinada região formam um supremo-concílio.
Missionários(πστολος): quer dizer “mensageiro”, isto é, aquele que é enviado para anunciar a mensagem de Deus. É o encarregado de lançar as bases da Missio Dei em uma cidade (Efésios 2:20). Todo apóstolo é missionário, mas nem todo missionário é apóstolo.
Profeta: aquele que anuncia a mensagem de Deus, trazem exortações da parte de Deus devido a vida religiosa e moral (2 Pedro 1:20-21). As profecias tratam, às vezes, do futuro, mas geralmente se prendem às necessidades presentes das pessoas.
No antigo testamento, os profetas não eram intérpretes, mas sim porta-vozes da mensagem divina (Jeremias 27.4).
No novo testamento, o profeta falava baseado na revelação do antigo testamento e no testemunho dos apóstolos, edificando e fortalecendo assim a comunidade cristã (Atos 13.1; 1Corintios 12.28-29; 14.3).
Hoje, a mensagem anunciada pelo profeta deve estar sempre de acordo com a revelação contida na Bíblia. João Batista (Mateus 14.5; Lucas 1.76) e Jesus ( Mateus 21.11,46; Lucas 7.16; 24.19; João 9.17) também foram chamados de profetas. Havia falsos profetas que mentiam, afirmando que as mensagens deles vinham de Deus (Deuteronômio 18.20; Atos 13.6-12; João 4.1).
Evangelista: mensageiro que vai de lugar em lugar anunciando a boa-nova de Jesus Cristo (Atos 21.8). Este “lugar em lugar” pode ser a própria família, colegas de trabalho, vizinhos, etc.
Ministério pastoral: tem por características apascentar, guardar, alimentar e proteger o rebanho. São aqueles que ficam em determinada cidade e lidam com as ovelhas que freqüentam a igreja naquele lugar (Hebreus 13:17; 1 Pedro 5:2). Pastores também podem ser os que lidam diretamente com aconselhamento espiritual.
Mestre: é o ministério do mais duro juízo. Tiago 3 "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo". Quem é mestre é um conhecedor, tem consciência do que ensina. Ministra a palavra de Deus na unção de profundo conhecimento.