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Sexta-feira, 27 de maio de 2010


ENCONTRANDO O PROPÓSITO E SENTIDO PARA VIDA.


      O ponto crucial para achar o sentido para vida é a descoberta de nosso propósito existencial. Vivemos na sociedade do desespero, do abandono e materialismo que escraviza nossa paz de espírito. Em meio a tantas conturbações que geram confusões para formação de nossa identidade pessoal, as pessoas estão cada vez mais distantes do seu propósito existencial. Com isso, torna-se alarmante o número de indivíduos se consumindo nas drogas e na estupidez de muitos vícios para afogar as dores que ocultam o sujeito que nunca conseguiram ser.  A resposta para superação do ser humano fracassado vem justamente encontrando um sentido para sua vida. Mesmo que a pós-modernidade cobre de nós uma alternatividade que não podemos cumprir, precisamos nos auto conhecer e também focalizar nos desejos e vontades em Deus. Uma coisa precisa ficar clara: nós não somos o centro da gravidade da vida, esse é o primeiro ponto de partida para as transformações interiores.

Após sabermos que a vida tem sentido em si mesma e que nós não somos o centro da vida apenas participando do conjunto que a compõe,  já estamos abrindo a primeira porta para fecharmos o vazio que devora nossa alma. Estejamos dispostos a sair desse quebra-cabeça mesquinho que fez a existência se tornar insuportável nesse planeta e construamos perspectivas de vida mais simples. Toda essa bagagem de exigências e experiências nos têm ensinado que não estamos no caminho certo. Nós precisamos de mudanças, o planeta como sempre anda preocupado, confuso e sem respostas para sair da teia tecida por sua própria ganância mentecapta.

Ao mesmo tempo somos indivíduos únicos na esfera bio-pisco-social-espiritual, tudo enfrentado por cada um, em si mesmo é particular. É a dor de cada um, ninguém poderá superar essa dor por nós. O segredo é fazer dessa dor superação; a força para viver deve ser forjada nela, não fazemos dela uma veia de escape para os consultórios a procura dos anti-depressivos. A vida com a dor e sofrimento é uma vida em si mesmo, o sentido dela está em razão dela ser vida, não em questões que foram imaginadas ao longo dos anos pelos padrões sociais. Hoje a nossa vida se intoxicou com as coisas, sem o carro, a casa e alguns bens de consumo ela se torna uma mazela. Aqui achamos o grande equívoco destruidor do sentido da vida de muitas pessoas, porém irei adverti-lo; a vida é  uma via de mão única. Não é  um labirinto de incertezas, pois independente de como for manobrada, continuará sendo vida, mesmo que seu portador não encontre seu sentido.  Mas para gozarmos seu bem maior, acertarmos o alvo de seu clímax,  é só  ligarmos os botões de seus fundamentados sólidos, tais como o amor a nossa existência e valorizar a nossa vida em si mesma. Olhar todas as criações que a envolvem,  termos ciência disso e apreciarmos as  coisas existentes por causa de nós. Assumir a responsabilidade de ser pensante desse cosmos desconhecido é imprescindível. Sermos senhores de nossas próprias decisões  e  agir com coerência diante das situações. Precisamos aprender  diariamente expor as coisas que idealizamos, e não pensar que as pessoas são obrigadas a aceitá-las, para não nos tornarmos vítimas da parafernália  de nossos  idéias. Às vezes, estamos totalmente amarrotados por dentro, mas as apresentações verbais de nossas palavras estão ornamentadas, isso é o mal de todo homem e mulher. Nunca  fuja da transparência, se  as coisas não estão bem, não existe nenhum motivo para exaltar seu estilo de viver, seja original e procure ajuda em outro ser humano mais experimentado.

 

Por missionário Joel Almeida
Contato: joel_almeida2000@yahoo.com.br

O MARGINALIZADO: UM MEGA PROBLEMA SOCIAL PARTE III

A atuação das ONGs

Nossa intenção não é fazer uma demonstração apenas de como um determinado grupo atua nesse campo, mas realmente fazer una análise das verdades práticas que têm funcionado para o desempenho de uma realização importante na sociedade: cuidar daqueles que por motivos discriminatórios e pela desestruturação familiar se encontram excluídos do convívio social.

O problema que focalizaremos não se trata do sofrimento das pessoas, mas de como as ONGs atuam para amenizar essas torturas por meio imediato de ação como transformadores do meio social.

A grande questão hoje, vista por nós como um equívoco doloroso, é que pensamos muito sobre o realizar, e não o pensamos realizando. Então, não refletirei sobre uma ideologia de conceitos vazios de atuação que só nos afastam mais desse grupo de pessoas. Queremos ser precisos, abrangendo nosso pensamento conduzindo as coisas para a ação virtuosa, de modo que as verdades sejam calçadas com o funcionamento, e não pelo embelezamento argumentativo racional. A contribuição das ONGs para amenizar o problema da marginalização no Brasil é inquestionável, e também sua aplicação no desenvolvimento da  novos conceitos de política social para representar os marginalizados. A diferença delas em relação ao governo  é que trabalham estreitamente ligando o pólo teórico ao prático com o interesse da restauração de vidas. Sabemos que apenas a conceituação de idéias não é o caminho seguro para o mundo poder encontrar suas excelências. Por outro extremo, prática sem razão é confusão. Quando levamos uma elaboração de conceitos para exercermos com o marginalizado, pensamos estar totalmente equipados, mas não demora muito e caímos em muitas dificuldades, tão logo começamos agir.

Frequentemente, precisamos voltar atrás e tomar um novo caminho, se não queremos ver o trabalho de um longo tempo totalmente perdido. Então, estou convencido de que a atuação prática das ONGs com o envolvimento com essa figura social  é o caminho mais seguro, pois será algo provado pela experiência tida na realização das tarefas. Se algum mérito existe nisso, é aquele de abandonar muita coisa vã e sem sentido de ser algo aproveitável usados em planos políticos. Acredito piamente nos planejamentos e esforços das secretarias e intenções do “ministério P” que vivem no mundo dos contos de fadas, ao invés de participarem dos acontecimentos. As vezes me pego questionando, cria-se uma secretaria anti-drogas, porém, não existe nada especializado para prevenção primária em escolas. Com isso, depois os abrigos e educandários estão cheios de menores em conflito com a Lei. O caminho da injustiça contra as ONGs começa quando as pessoas que fazem são desmerecidas diante daquelas que com a razão seguem em busca das vantagens favorecidas pelos cargos públicos. Os ataques da sociedade as igrejas é algo desgastante e irritante, pois são elas e outras instituições não governamentais que cuidam dos marginalizados que antes roubavam suas casas. Hoje estão em  algum centro de tratamento oferecido pelas ONGs. Nunca se esqueçam que são pessoas lutando para da uma melhor oportunidade de vida para seu semelhante, e podem cometer  erros, assim como os políticos. 

Existe uma grande diferença entre cuidar da alma humana, e fazer uma crítica sobre os erros que cometemos ao cuidar da alma humana. É bem mais fácil demonstrarmos os erros cometidos por elas ao exercerem isso, que trazermos um desenvolvimento lúcido de como elas poderão aplicar o conhecimento para fazer isso com mais precisão. As falhas marcam mais profundamente a humanidade do que seus acertos e suas proezas. A maioria dos indivíduos aprenderam um erro maior, ao ficar apenas apontando as falhas dos outros. Seria bem melhor darmos mais atenção as ONGs e Igrejas, as ofensas e desencontros imprimidos contra elas têm sido muitos. Olhemos agora pela penetração aproveitável para transformação das vidas marginalizadas, e pela influência no conjunto do gênero humano apresentado por essas instituições.

Em minha  concepção de mensagem, está inserido o conceito de que toda humanidade está corrompida, e muitos “peixes grandes” fazem coisas piores ou semelhantes a dessas vítimas, mas a grande questão é que elas não são favorecidas por nosso sistema social corrupto.  Quando falo sobre quem é o marginalizado, conceituo sempre o que ele é. Não uso da aberração discriminatória de divisão de classes, colocando muitos no patamar da desigualdade. Obviamente, as ONGS não são grupos marxistas, nem propagam igualdade social, na verdade difundem a dignidade humana.

A ignorância mentecapta condena pessoas, criando um laboratório de grupos excluídos para classificação sistematizada da sociologia. Na verdade, os atos cometidos pelas pessoas jamais deveriam ser um meio que as conduz a uma exclusão social, mas uma oportunidade para serem acompanhadas e ouvidas, porém, se torna uma oportunidade para rejeitá-las. Quando o dependente químico, a prostituta e os adolescentes em conflito com a lei são discriminados ou tratados como escoria da sociedade, estamos condenando aquilo produzido por nós mesmos. Eles são produtos do meio, e nossa condenação veemente é como se eles fossem um fim em si mesmos. Eles enfrentam constantemente uma luta psicológica contra as pretensões preconceituosos da sociedade. Algo no sentido de criar um mundo onde sua falsa moralidade é constituída com os declínios morais, espirituais e econômicos uns dos outros. Isso é apenas um conjunto vulgar de qualidades e observações aprovadas pela generalidade humana. Isso é algo que existe em seu lugar intocável apenas com a aprovação e necessidade de utilidade que proporciona prazer, pois conduz ao bem-estar da sociedade.

O homem é um ser racional, ele necessita ser nutrido espiritualmente, fisicamente e também intelectualmente. É sociável, mas nem sempre pode usufruir de uma companhia agradável que o faça sentir o gosto devido pela vida, porque se encontra às margens do grupo de convívio e relacionamento. Então, as ONGs têm essa compreensão integral do ser humano, bem como as várias necessidades do mesmo, não podendo o indivíduo inclinar-se apenas para o repouso do espírito ou do corpo. Precisa ser integrado com total disposição para desenvolver seu papel social como indivíduo, restabelecendo, assim, suas estruturas que o reintegram ao meio social.

 

Por missionário Joel Almeida
Contato: joel_almeida2000@yahoo.com.br

 

O MARGINALIZADO: UM MEGA-PROBLEMA SOCIAL – PARTE II

Continuando pelos caminhos  de uma reflexão sobre a questão da marginalização, sem nenhuma pretensão de ofensa ou desagrado a alguns grupos, sabendo contudo que  muitos se ofendem. Entramos  pelas  frestas abertas pelos equívocos daqueles oportunistas do frágil sistema que usam o coração para receber o pão, mas usam a razão para tomar as decisões.

Há aqueles agindo mascaradamente sem qualquer traço maquiavélico,porém,  que levam as organizações do terceiro setor a promover sua bandeira de ação social, e não a questão das pessoas que dependem de sua colaboração. Algumas organizações criam condições cada vez mais favoráveis para implantação de seu negócio fraudulento, no qual “fantoches” são usados como mecanismos continuamente enganados em relação às promessas feitas por essas organizações que não têm a unificação de compromisso e administração dos recursos captados para serem usados para fins humanitários.

Uma das razões que nos força a escrever sobre o marginalizado é a necessidade de voltarmos nossos olhos para a revalorização da vida e da dignidade da pessoa. Essas pessoas excluídas estão com sua auto-estima drasticamente inexistente, sentindo-se derrotadas, fracassadas e com imensa dificuldade de compreensão da causa intrínseca de dignidade pessoal.

Vivemos em um mundo onde constantemente ouvimos falar de ética e direitos humanos. No pensamento iluminista de Emmanuel Kant, o fundamento da ética é justamente o que estamos mais distantes: o respeito pelo bem-estar físico, espiritual e o direito dos indivíduos. A necessidade de ajuda faz-se muito grande, para essas vítimas de famílias disfuncionais, e de um meio que esfrangalha todas suas perspectivas de crescimento sócio-econômico, oprimindo-as como reféns dessa nefasta prisão infernal.

Com efeito, agora somos obrigados a explorar um vasto campo de concentração que predomina a desgraça, penúria e lágrimas sem significado ou resposta. A pergunta fatal do marginalizado é aquela que a religião não está preparada para responder: onde está Deus? Pois a religião anda voltada para seu mesquinho ego capitalista, afogada no mar do consumismo, o mesmo que desmoraliza vidas em uma catastrófica cadeia de abandono social.

As tentativas políticas condensadas em projetos de combate à pobreza, prostituição infantil, tráfico de drogas e outros condutores de malefícios em sua maioria redundam em fracassos. Às vezes, os mesmos pontos vitais são abordados constantemente por caminhos diferentes. Hoje, o foco que crucifica a capacidade do desenho de uma sociedade justa mostra uma incompetência caracterizada pelos fracassos que nunca foram solucionados. Outra questão que queremos apresentar é a seguinte: por onde iremos tomar o rumo para tentar amenizar o problema do marginalizado no Brasil? Sabemos que, na introdução do pensamento de muitos, a resposta está voltada para ação política, enquanto outros dispensam essa responsabilidade como algo político e acreditam em uma resolução de ordem espiritual.         Em nossa concepção faz-se necessária uma integração, pois trata-se de um problema da humanidade, não da igreja ou das estruturas políticas, sendo as duas estruturas existentes para resolver essa entre muitas outras causas. É também uma responsabilidade do setor empresarial, mas, por outro lado, pode haver uma boa integração entre os três setores, porém, sem uma liderança especializada nesse ministério as tentativas obterão pouco ou nenhum sucesso. 

Gostaríamos de destacar nossas considerações, sem ditar nenhuma regra do que é preciso fazer como resultado final, mas colocando à disposição mais um meio de execução que, em determinadas circunstâncias, será somado para atividade inteligente do cuidado com o marginalizado.

O ser humano tem sido objeto do engodo fatal, dominados por uma consciência das massas que condenam os indivíduos a uma falsa relação entre si, na qual escolhemos nossos relacionamentos baseados em conquistas materiais, intelectuais, culturais e um monte de relativos e absolutos. Quem não se acha em determinado grupo, tende a partir para outro grupo, buscando desenvolver relacionamentos que acabam por determinar o caráter de cada um, seus hábitos e estilo de vida são desenvolvidos; um exemplo pode seduzir muitos, pois já estão vivendo na decadência, normalmente chamamos de más condutas sociais, silenciosamente a cada dia engessa e confina muitos a vida marginal.

As pressões econômicas, exigências escolares e estética, seguidas de opressão política, cultural e religiosa criam situações inescrupulosas, isso faz as pessoas decidirem ser o que não nasceram para ser. É natural muitos não se incomodarem mais com o que se tornaram, com toda privação do direito, acabam satisfeitos com a sua simples negação de vida social, pois incansavelmente não conseguiram na sociedade as pretensões desejadas. No lugar de sua realização, fica a repressão de si, concebem uma esperança desnutrida, tornando-se indivíduos sem autonomia política e religiosa, incapazes de julgar e decidir conscientemente por si mesmos, pois suas faculdades estão totalmente cauterizadas pelas conseqüências fustigantes que mecanizaram suas mentes ao conformismo de uma existência medíocre.

Por outro lado, entra aqui a influência das palavras coerentes em relação a essa figura social, com intuito de criar uma visão positiva como proposta de reinserção  social.     Geralmente o marginalizado está aberto para ela, sua capacidade precisa ser exercida a fim de começar a ver a luz rutilante para promover as boas qualidades capazes de reintegrá-lo novamente ao convívio social em conseqüência de uma reflexão racional.

Se o sofrimento não nos sensibiliza mais para uma ação de combate aos males escravizadores da humanidade, perdemos quase toda nossa humanidade. Seremos escravos de nossos preconceitos e da ciência – objeto pesquisador a procura da cura para os males sociais.

O conforto ou prolongamento da vida sem resolução das angústias, aponta o sinal de uma drástica existência não mais elevada. Perderemos o status nobre de criatura inteligente do planeta, seremos o mais sarcástico projeto de invenção divina, o contra-senso, o maior e único parasita racional a mendigar com a dor, o desprezo e a vergonha. 

Queremos pensar aqui com a pretensão de ligar os conceitos práticos a um progresso mais objetivo, para libertar os marginalizados do medo, infelicidade, desgosto e resultado final do descaso social. Não vamos dizer que sabemos o que não sabemos em relação a eles, pois estamos vendo o bastante para afirmar que a consciência dos ricos abastados fumega diariamente, ou, talvez, em contra partida pensarmos que, outros sabem e nós não sabemos de suas dores existenciais, e quero pulverizar aqui mais uma demonstração de conhecimento sobre  os marginalizados,porém, apresentar uma reflexão cuidadosa, pois existe uma razão, um caminho a ser trilhado.

Podemos fazer o que muitos não fizeram, não mais um mundo de utopias, nem o mundo das estantes, das bibliotecas cheias de teses e conceitos. Agora chegou a hora da verdade. A Verdade pregou a verdade; a Verdade fez por si mesma, ela libertou os cativos e oprimidos! A verdade não está só na estante, nem tão pouco presa em um conceito teológico ou filosófico, a verdade é viva, ela é verdade quando funciona na prática. O maior líder dos marginalizados disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida! E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (Jo 14:6, Jo 8:32). Ele disse, fez e ensinou a própria verdade como ela funciona; não é na utopia, nem nos discursos plausíveis, delirantes, nas palavras veneráveis do espírito humano carregado de efeitos enfeitiçados, nem na argumentação evidenciada intuitivamente das fontes limitadas da mente, que libera a voz de comando sobre os ouvidos. Mas, na verdade, o trabalho prático que desempenhamos, leva-nos ao procedimento eficiente, embasando-nos e nos equipando para o combate.

Os sonhos dos visionários da imaginação sem o trabalho, já estão condenados à morte precoce. Estamos no tempo da força do espírito, há vontade de ver o fato, da liderança motivada pelo amor, da negação de si mesmo em prol da esperança de conquista de aplausos que jamais nossos ouvidos ouvirão, pois eles estarão muito ocupados com os lamentos daqueles “bastardos” esquecidos nesse mundo globalizado.


Por missionário Joel Almeida
Contato: joel_almeida2000@yahoo.com.br

Curitiba, 13 de fevereiro de 2009

DIVERSAS OPINIÕES QUE SEGUEM O MESMO CAMINHO


            As pessoas sempre têm opiniões diferentes sobre determinadas coisas em nossa existência, isso faz de nós seres únicos nesse extenso universo. Basta apresentar um tema, ou projeto para discussão, com intenção de colher as opiniões alheias, que  perceberemos respostas e pontos de vistas distintos em relação ao mesmo objeto apresentado.

O grande problema não está relacionado à diversificação de opiniões, mas em ter um esclarecimento objetivo sobre qual delas é realmente a mais consistente e apropriada para o assunto em questão. Em meio a tantos relativos que confundem as mentes hodiernas ofuscadas pelo excesso de informação, facilmente os indivíduos abrem mão de sua própria opinião sem refletir muito sobre os novos juízos a serem seguidos. 

Quando perdemos o domínio sobre nossas próprias razões, nos direcionamos a um caminho que nos leva a ingênua ignorância, pois o fluxo contínuo de reflexões a respeito da estrada tortuosa é uma perturbação dolorosa. Se olharmos para uma cidade construída por diversos arquitetos, encontraremos mais traços e detalhes indicando o caminho da perfeição do que numa construída por um único arquiteto, embora apresentada pela ilusão robótica de uma imensa perfeição imaginária. Acredito que pensar é algo de poucos homens, porém, seguir opiniões é coisa da multidão sem bom senso.

Hoje está em pauta a discussão de nossos valores e estilo de vida. A imposição de idéias não é fruto do acaso, mais sim da apresentação de várias opiniões diferentes para o mesmo assunto, isso com intenção apenas de confundir o receptor das mesmas. A conclusão disso é absorver em meio ao embaraço aquela mais democrática, embora isso não seja verdade, vale a opinião da maioria, e não o gosto ou estilo pessoal. Não temos como negar alguns fatos, no entanto, é questionável aceitar os fatos distorcidos apenas para satisfação do grupo. Sigamos a diversidade, mas não esqueçamos que o homem com um bote pode se salvar num naufrágio, e toda tripulação desprovida dele morrer afogada.

 

Por missionário Joel Almeida
Contato: joel_almeida2000@yahoo.com.br

 

O MARGINALIZADO: UM MEGA-PROBLEMA SOCIAL – PARTE I



           Quem é o marginalizado? A questão colocada no intróito deve ser respondida para compor o conjunto de idéias, que estamos formulando para trazer a resposta sobre o que é, qual seu sentido de ser e sua verdade. Quase tudo que lemos em artigos, jornais e revistas sobre o assunto é algo absurdo. Sempre nos incomoda e vemos como inautêntico, digno de desconfiança. As observações levam-nos à compreensão constituinte de uma muralha preconceituosa e redutiva das possibilidades de recuperação desses indivíduos. As impressões contagiantes desses intelectuais dos artigos são avivadas na mídia com a visão do indivíduo como um ser acabado, tudo aquilo que pode ser, não se atentando para as possibilidades daquilo que possa vir a ser.

O Cristianismo por muito tempo foi considerado uma religião de bárbaros. Ele tem mostrado claramente ser a religião mais relevante em valores indissolúveis importantes para superação da crise existencial, como também é a solução para as barbaridades da humanidade. Apresenta os efeitos mais notáveis, atraindo as pessoas para os caminhos exuberantes das virtudes. Sua doutrina abastada de sublimes preceitos ilustres faz o indivíduo perceber a diferença existente entre uma vida de vícios grotescos e os nobres sentimentos produzidos por uma vida de liberdade. O amor, como base, é o rutilante remédio que injeta cura aos corações feridos pelas chagas venenosas das cidades materialistas onde vivem os excluídos. Deus é o princípio regulador de nossos sentimentos e nos faz aprovar aquilo detestado pelo preconceito social. Um raio de esperança paira sobre suas angústias, quando numa nova expectativa, o indubitável vem para transcender as dores mais profundas desses indivíduos. A sociedade sequer tem noção dos males causados a essas pessoas desprezadas no mundo produzido por nós mesmos, no qual essas pessoas estão sendo projetadas incessantemente.

Uma reflexão, por mais superficial que seja, aponta Jesus Cristo como um líder popular, preocupado com as necessidades básicas do ser humano. Olhamos para ele e, com certeza, nele obteremos a resposta para a questão do marginalizado. Se o entendimento das pessoas a respeito desse grupo for o mesmo que destacaremos abaixo, eliminaremos o monte de entulhos que cauterizam a mente das pessoas para não verem no marginalizado a sua própria imagem.

Quem é o marginalizado? Com competência racional podemos olhar e perlustrar honestamente essa figura social? Qual caminho seguro podemos determinar? Como deduziremos isso, sem o arbitrarismo hipócrita para nos justificar e condenar o outro?

Quem é o marginalizado é bem mais fácil de responder, do que responder o que é uma sociedade. Essa é a grande pergunta da sociologia. Ou mesmo, o que é a vida? Biologia. Que é um animal? Zoologia. O que é uma planta? Botânica. O marginalizado é um ser humano com capacidade de resgatar sua autonomia individual, entender, querer, decidir, amar, perdoar, respeitar, ter consciência de si e de suas atitudes, mostrar suas nobres qualidades, praticar atos morais e éticos, ser humano único na dimensão bio-psico-social-espiritual, capaz de renascer.

Com base nos pressupostos desse prisma, a palavra “marginalizado” está de certa maneira arraigada na certidão de nascimento de todo ser humano. O marginal é o ser humano caído, a máquina maquiavélica da desobediência. Não temos direito de decidir o que uma pessoa é simplesmente por causa de seus atos públicos espetaculares que frustram as perspectivas de uma “sociedade” arquitetada, mediante as nossas quimeras.

Essa engenharia de massas fermentadas se tornou o muro de negação dos extintos selvagens que ela própria excita. Conseqüentemente, ela cria seu quadro de preferências, por meio da educação exercita a razão para decidir quem deve, ou quem não deve ser privilegiado por aquilo oferecido pelas nossas estruturas. Então, na rua, onde as pessoas passam para trabalhar em seus carros, em frente das casas, estão os excluídos da chamada sociedade. Nós perguntamos o que é uma sociedade?A sociologia define como uma interação mental de indivíduos existente onde quer que dois ou três indivíduos tenham relações conscientes e recíprocas um para com outro.

Seguem às margens da sociedade: os menores infratores ou meninos de rua, prostitutas, travestis, mendigos “e os seres humanos”. Nossa proposta é defender a causa da humanidade, elaborando uma questão que deveria estar sendo agitada há muito tempo, não no sentido bisbilhoteiro de teorias que saturam a literatura, mas uma conversão para conceber nas pessoas o desejo e a paixão por aqueles carentes de nossos cuidados. O sentido de acolhimento humano deve ser um exercício contínuo entre nós, sem o qual estarão inviabilizadas as possibilidades de resolução de um mega-problema do mundo hodierno. Devemos exercer os valores e a firmeza de espírito. Nosso direito de liberdade não pode ser ao mesmo tempo a libertinagem que escraviza vidas. O direito do amor é direito de todos.


Por missionário Joel Almeida
Contato: joel_almeida2000@yahoo.com.br

 

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009


DROGAS,  UM GRITO EM FAMÍLIA

Inicialmente a maioria dos pais tentam resolver o problema sem pedir ajuda a ninguém. Envergonhados, evitam os amigos. Obcecados, passam a seguir o jovem, numa tentativa desesperada de evitar seu contato com más companhias. Sem saída, submetem-se a humilhações. Mas o caminho solitário não leva a nada. Só com apoio especializado e ajuda Espiritual os pais podem fortalecer para, efetivamente, contribuir para a recuperação de seus filhos.
             A primeira reação costuma ser a negação. Os pais não percebem, ou não querem perceber o que está acontecendo. Querem se convencer de que não é verdade e acabam se deixando manipular. Quando a realidade se impõe, começa uma verdadeira via-crúcis, que pode se arrastar por longos e penosos anos de lágrimas, ameaças e medos. Os pais tentam cercear a liberdade do filho  vigiam seus passos, suas amizades, ouvem seus telefonemas, revistam suas gavetas. O dependente nega, faz promessas, mas entra cada vez mais no submundo das drogas.
A dependência química tem um tremendo impacto sobre os familiare smais próximos, que se acostumam a se sentir culpados pelo fato de um de seus membros usar drogas.  A verdade, porém, é que as causas desse problema são múltiplas e extrapolam o limite familiar. 

A ansiedade, o sentimento de inferioridade, de dependência ou de rejeição, a insegurança, normalmente originam-se das vivências familiares. A incompreensão, o desinteresse pelo que o jovem está fazendo, a falta de diálogo em casa, o rompimento de relações e as desavenças com os pais e irmãos levam o jovem a procurar uma turma onde se sinta apoiado a para isso aceita as drogas, e se liga cada vez mais a seu grupo de amigos.

Está claro também que existem inúmeras motivações para o uso de algum tipo de droga, tanto de ordem psicológica, física e até psicopatológica.

            Há também o fator sócio-econômico-cultural que mostra a relação de um povo com a sua droga, de acordo com os pressupostos culturais, econômico e sócio vigentes. Há ainda outro fator que contribui imensamente para o uso de abuso das drogas: a falta da espiritualidade cristã.
            Sinônimo de escravidão, a dependência química leva a pessoa a perder o amor próprio, o respeito por si mesma e também a se distanciar de tudo o que poderia lhe fazer bem. De outra parte, os pais tendem a se retrair, evitar falar com parentes a até atender telefonemas. Não querem que ninguém saiba o que está acontecendo, o inferno que está vivendo dentro de casa. Surge muita violência no ambiente familiar, separação dos pais, saída dos irmãos e do próprio dependente de casa. Os pais reclamam, gritam, mas também encobrem, protegem e defendem o filho de todas as conseqüências advindas do uso de drogas. Sem querer, acabam funcionando como facilitadores do vício. Quando os adolescentes deixam rastros, estão passando uma dupla mensagem. Ao mesmo tempo que desejam ser policiados..
            Tal pergunta de familiares de dependentes é comum.

            Eles não só acham que o problema é só dele, como querem mudar seu comportamento e acham que podem consegui-lo. Porém, o jovem precisa da droga e os pais precisam dele, sempre de uma maneira compulsiva, crescente, doentia. Tudo passa a girar em torno do dependente químico. E nesse sentido é essencial que os familiares também se tratem, sejam acompanhados e trabalhados. Até porque, também ficam doentes, tanto quanto o próprio dependente. A dependência química não é contagiosa, mas não há dúvidas de que é contagiante. A isso se chama co-dependência. Só quando os pais começam a entender isso, é que passam a ter condições de ajudar. E para isso precisam de orientação. 
            É impossível deixar de sentir dor, incerteza e preocupação. Mas é fundamental parar de se culpar e tentar modificar o comportamento do jovem. E quando a família se engaja no tratamento, as possibilidades de sucesso aumentam muito.

            Precisamos reconhecer que a princípio não é fácil convencer um dependente de seu estado de dependência e necessidade de ajuda. Em geral, é necessário muito diálogo, confronta-lo com a realidade e às vezes até mesmo coloca-lo sob pressão. É o que se chama de “intervenção”. Normalmente são horas muito duras para ambos os lados. Mas tal momento é importante e decisivo. Noutras situações o dependente só aceita ser ajudado quando todas as portas se fecham. Depois que perde emprego, escola, amigos e família e chega ao fundo do poço. Enquanto os pais tentam evitar essas perdas, nada vai mudar. Desligar-se emocionalmente não significa deixar de olhar, de cuidar e até mesmo de sofrer pelo filho, e sim, deixar de pagar o custo de seu prazer. À medida que a família vai se fortalecendo, o peso tende a ficar mais leve. Para tanto é preciso adotar uma postura nova, mais firme e independente. Tamanha reformulação não se dá de uma hora para outra. Para ajudar, existem Grupos de Apoio e técnicas terapêuticas direcionadas à família. A experiência demonstra que, a partir daí, muitos dependentes químicos começam a pensar em buscar ou aceitar algum tipo de tratamento mais efetivo para si. Não desesperar nas recaídas. Amar é recomeçar sempre, e para isso precisamos do amor e do poder de Deus.

            Assim como acontece em relação ao alcoolismo, a recuperação do dependente em outros tipos de drogas só ocorre quando eles se afastam por completo delas, por isso a necessidade de um tratamento realizado por profissionais especializados na área. É essencial também que o dependente queira realmente se recuperar. Uma vez iniciado o seu tratamento, em contato com pessoas que tenham histórias semelhantes à sua, o dependente verá até que ponto chegou “seu prazer”. Entenderá que precisa reformular seu estilo de vida, de maneira consciente e verdadeira. Paralelamente também a família deverá buscar assistência para tratar da sua co-dependência.


COMO AJUDAR? 

-Lidar com o problema às claras;

-Não fazer de conta que ele não existe;

-Não dramatiza-lo, nem minimiza-lo;

-Agir com firmeza;

-Não isolar o filho e/ou deixa-lo tornar-se um bode expiatório do grupo ou da  família;

-E sobretudo, ter moral, ou seja, abster-se também de usar algum tipo de droga;

-Dê o apoio na busca pela reabilitação;

-Diálogo, diálogo e ... diálogo;

-Não tenha vergonha de procurar ajuda;

-Não espere o tempo corrigir;

-Busque ajuda especializada.

             Querer ser feliz é sadio e é uma meta importante na vida. Às vezes esquecemos que a maior felicidade não se baseia no prazer imediato, mas sim em alcançar alvos e valores importantes na vida. E são os nossos valores que nos ajudam a enfrentar cada luta com determinação, valor, humildade, honradez, sacrifício e dignidade, sem desprezar a outra pessoa. Mas precisamos da intervenção Espiritual em nossa vida, para alcançar a profunda mudança de que necessitamos.

 

A ESPERANÇA ...

 
    Para os que tem um dependente na família gostaríamos de deixar uma palavra de esperança, experimentada na vida do rei Davi, a qual se encontra na Bíblia, no Salmo 40.1-2:

“Esperei com confiança pela ajuda do Senhor. Ele se voltou para mim e ouviu meu pedido de socorro. Ele me tirou do fundo de um poço de desespero e medo, de um atoleiro de lama. Ele me fez andar sobre a rocha
e me deu passos firmes e certos”

Por Paulo Ildefonso Silva  Junior - Psicólogo
E-mail: clinicareviver.ong@gmail.com

  

A CO-DEPENDÊNCIA

 

Nota-se que muita gente desconhece o que é co – dependência e as dificuldades que ela causa na vida dessas pessoas que lutam para preencher o grande vazio emocional que sentem.

O co - dependente não consegue estabelecer limites, ele abusa de si mesmo, procurando agradar as pessoas com as quais se envolvem de uma forma exagerada, buscando com isso uma recompensa. Pode apresentar também uma compulsão ao sexo, comida, trabalho, dinheiro, consumo com gastos exagerados e dívidas desnecessárias. Não restringe somente aos familiares que tem dependentes por álcool ou drogas, como é comum se pensar. Envolve-se de tal forma com outra pessoa que chega a perder sua identidade pessoal. Existe uma tentativa de controlar os seus sentimentos interiores através de outras pessoas e até de acontecimentos exteriores.

Quando uma pessoa se torna dependente da outra, ela transfere a essa outra o poder sobre um ou mais aspectos de sua própria vida, sente-se responsável por fazer ou não o outro feliz ou ser capaz de mudar o comportamento dessa pessoa.

Ele vai assumir a responsabilidade de satisfazer as necessidades dos outros excluindo a consciência de suas próprias responsabilidades. Tudo que é seu é desconhecido, a realidade é só a realidade do outro. Deixa de controlar o que pode (a sua vida) e tenta controlar o que não tem controle (a vida dos outros). A sua auto – estima passa a depender dos outros.

O co – dependente está sempre insatisfeito, sempre achando que falta algo na sua vida. Há uma fome de amor anormal e “essa” no casamento (namoro, amizade) acaba afetando o relacionamento, pois, há uma necessidade extrema de que um venha a completar a identidade do outro, o que acaba sufocando a relação. Na co-dependência, relacionar-se com outra pessoa é incompatível com o relacionar-se com suas próprias necessidades e sentimentos. A vida desse passa de um extremo ao outro que vai desde a negação de si mesmo para manter outra pessoa feliz, até uma fuga compulsiva dos outros, para se manter seguro. O medo de ficar sozinho é grande e por isso se permite agredir suas reais necessidades. Como há distorções de limites, o co-dependente pega para si os desejos e sonhos de outras pessoas. Quando há envolvimento com um dependente químico, este sente o sofrimento daquela pessoa, em vez de sentir empatia pelo sofrimento.

A co-dependência é semelhante à dependência química.

Os sintomas são os mesmos como raiva, angustia, depressão e desespero, o esforço frustrado de controlar é o mesmo. O dependente se esforça para controlar a droga e o co - dependente para controlar o dependente.

A progressão é a mesma. Se não conseguirem ajuda, tanto o dependente químico quanto os co-dependentes ficarão cada vez mais doentes com o tempo devido a seus esforços inúteis e contraproducentes.

 O co-dependente pode se recuperar, mas caso deixe de procurar melhorar emocionalmente e crescer espiritualmente, podem sofrer recaídas emocionais (voltar ao estado anterior da doença). Tanto os co-dependentes como os dependentes químicos vão permanecer resistentes a uma mudança de vida, enquanto não admitirem o sofrimento que a doença causa.  São doenças de NEGAÇÃO.

A co-dependência é um início para o desenvolvimento da dependência química, já que, o risco do uso do álcool e outras drogas são muito grandes, devido às compulsões apresentadas pelos co – dependentes. Se não for quebrado esse ciclo, os problemas vão passando de geração em geração. A co-dependência usa muitos disfarces e a grande dificuldade para um tratamento é a negação.

 

Por Paulo Ildefonso Silva  Junior -  Psicólogo
E-mail: clinicareviver.ong@gmail.com

 

O PANTEÃO DOS "SEM DEUS"

Em um mundo tão confuso como o nosso, de verdades relativas e relatividade da verdade, é bom compreendermos melhor o que se passa ao nosso redor. 

Agnóstico - O agnóstico é aquele que se diz desprovido de meios para conhecer Deus e outras realidades metafísicas (não-palpáveis ou invisíveis). O termo foi criado pelo zoólogo inglês Thomas H. Huxley (1825-1895), mas a base filosófica do agnosticismo foi lançada cem anos antes pelo filósofo escocês David Hume (1711-1776) e pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804). O homem não pode chegar a Deus pela razão, mas por meio de uma decisão pessoal ou de uma experiência religiosa. O agnosticismo limitado diz respeito ao conhecimento finito do Deus infinito e não é incompatível com o cristianismo. Já o agnosticismo ilimitado, ou total, descarta completamente a possibilidade de qualquer conhecimento de Deus e é autodestrutivo. O primeiro não impede a descoberta de Deus, porque o declara apenas desconhecido. O segundo barra qualquer busca, porque declara que Deus é incognoscível (que não pode ser conhecido). 

Ateísta - O ateísta é aquele que nega a existência de Deus. O ateísta prático nega apenas na prática a existência de Deus, enquanto o ateísta dogmático nega na prática e na teoria a existência de Deus. O ateísmo absoluto é raro e tem muito menos adeptos do que o ateísmo demonstrado pela indiferença quanto à pessoa de Deus. A palavra grega atheos, que quer dizer “sem Deus”, aparece uma única vez nas Escrituras, quando Paulo descreve a situação dos efésios antes da conversão: “Naquela época vocês estavam [...] sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2.12). No Antigo Testamento, o tolo exclama em seu coração de forma concisa e radical: “Deus não existe” (Sl 14.1). Os estudiosos dizem que há ateus existencialistas (Jean Paul Sartre), ateus marxistas (Karl Marx), ateus psicológicos (Sigmund Freud), ateus capitalistas (Ayn Raud) e ateus comportamentais (B. F. Skinner). Embora seja mais fácil identificar e refutar os ateus confessos e militantes, alguns dos quais fazem parte do corpo docente das universidades de maior prestígio, o problema mais sério é o grande número de pessoas que confessam que Deus existe, mas acreditam que devem viver como se ele não existisse. Esse é um problema histórico: “Não há lugar para Deus em nenhum dos seus planos” (Sl 10.4). A tragédia de ontem e de hoje é enunciada na célebre passagem do livro de Jeremias: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jr 2.13). 

Panteísta - Panteísta é aquele que acredita que tudo é Deus e Deus é tudo. Deus e a natureza identificam-se um com o outro. O panteísmo parece ser intermediário entre o ateísmo e o teísmo clássico, mas, na verdade, é uma forma polida de ateísmo. Trata-se de uma mistura imprópria do Criador com a criação, já que Deus é eterno e o mundo é finito. O vocábulo panteísmo foi cunhado pelo escritor irlandês John Toland (1670-1722) há 300 anos, mas encontram-se concepções panteístas nos escritos de Heráclito, o filósofo nascido em Éfeso, na Ásia Menor, 540 anos antes de Cristo. Há vários tipos de panteísmo. Um deles, o panteísmo absoluto, ensina que os seres humanos devem superar sua ignorância e perceber que são deuses. Essa corrente de pensamento faz parte da cosmovisão da maioria dos hinduístas, de muitos budistas e de outras religiões da Nova Era, bem como da ciência cristã e da cientologia. 

Politeísta - Politeísta é aquele que acredita na existência de muitos deuses e deusas. Depois que a humanidade perdeu a noção de monoteísmo, Deus mesmo separou Abraão e fez dele um povo que adorava o Senhor de forma exclusiva. Isso era tão importante que o primeiro mandamento do Decálogo proíbe terminantemente o politeísmo: “Não terás outros deuses além de mim” (Êx 20.3). Os profetas tinham a missão precípua de acabar com todas as raízes e todos os vestígios da multiplicidade de deuses. Cerca de três séculos e meio antes de Cristo, o politeísmo grego entrou em declínio graças ao teísmo filosófico de Platão (427-348) e Aristóteles (384-322). O mesmo aconteceu com o politeísmo romano, desta vez graças à ascensão do cristianismo. De acordo com o livro The New Polytheism: Rebirth of the Gods and Goddesses (O novo politeísmo: o renascimento dos deuses e deusas), escrito por David L. Miller e publicado em 1974, o politeísmo está em plena atividade na sociedade contemporânea. A análise de Miller é alarmante: Os deuses passeiam “pelos nossos pensamentos sem nosso controle e até mesmo contra nossa vontade”. Não possuímos os deuses, mas eles nos possuem. Eles “vivem por intermédio de nossas estruturas psíquicas” e “se manifestam sempre nos nossos comportamentos”. Não agarramos os deuses, mas os “deuses nos agarram, e nós atuamos nas suas histórias” (Enciclopédia Apologética, p. 709). É claro que os deuses de hoje não são Astarote, Baal, Camos, Moloque, Zeus etc. Talvez não tenham nomes próprios (exceto o deus do dinheiro, que ainda é chamado de Mamom) para não assustar, mas nomes comuns, como riqueza, poder, tecnologia, ciência etc. 

Os que não crêem e os que crêem parcialmente

Deísta - Aquele que aceita a existência de um Deus destituído de atributos morais e intelectuais, sem fazer uso de qualquer espécie de revelação divina. 
Descrente – Aquele que descrê de tudo aquilo que a razão não explica. O mesmo que cético e incrédulo. 

Existencialista - Aquele que entende que a existência precede a essência. Na versão de Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Albert Camus, o existencialista rejeita a idéia de um Criador pessoal que existe acima do universo e do qual o universo depende. Nesse caso, o mundo todo é absurdo e sem sentido. 

Henoteísta - Aquele que adora um dos muitos deuses do panteão, sem negar a existência dos outros. Também chamado de monólatra. 

Humanista - Aquele que se orienta expressamente por uma perspectiva antropocêntrica. O humanista secular é aquele que possui um conjunto de crenças e valores inteiramente não-religiosos, assumindo uma postura anti-teísta e anti-sobrenaturalista. 

Iluminista - Aquele que acredita que a verdade deve ser obtida por meio da razão, observação e experiência. 

Livre-pensador – Aquele que em matéria religiosa pensa livremente, só aceitando as doutrinas que se harmonizam com a sua razão. 

Materialista - Aquele que acredita que tudo é matéria ou redutível a ela ou, na linguagem bíblica, aquele que se desvia de Deus, a fonte de água viva, e cava suas próprias cisternas, que não retêm água alguma (Jr 2.13). 

Positivista - Aquele que vê a religião como desvio e anomalia, e que se limita ao experimental e às leis ditadas pela experiência, eliminando o sobrenatural. 

Racionalista - Aquele que valoriza de maneira única e desproporcional a razão, com exclusão ou menosprezo dos sentidos, dos sentimentos e da revelação.


Segunda-feira, 9 de Março de 2009

 




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